Um empresário, sócio-proprietário da empresa AP - Aluguel de Equipamentos Médicos Cirúrgicos Ltda, procurou o Alô Juca para denunciar um suposto caso de apropriação indébita envolvendo a enfermeira Laís Pereira Santana, que atua como coordenadora do Hospital Municipal de Itaberaba, na Chapada Diamantina.
Segundo o denunciante, Laís alugou diversos equipamentos médicos de alto custo no final de 2024, mas até o momento não efetuou nenhum pagamento e não devolveu os aparelhos. Entre os itens, destaca-se uma torre completa de videolaparoscopia, avaliada em cerca de R$ 150 mil, além de uma caixa de pinças, ótica 10mm 30 graus, armário em aço inox de videolaparoscopia e um nobreak de 1200 KVA.
O caso foi registrado na 16ª Delegacia Territorial (DT/Pituba), em Salvador, no dia 20 de fevereiro de 2025. No Boletim de Ocorrência, o empresário relata que o contrato firmado com Laís previa o pagamento de R$ 60 mil, dividido em duas parcelas, nenhuma delas quitada até hoje.
Segundo o denunciante, após tentativas de acordo, Laís teria enviado equipamentos por meio de um veículo de aplicativo. No entanto, ao conferir os números de série, a empresa constatou que os itens não pertenciam ao lote alugado, mas sim a outro cliente que presta serviços de manutenção para a própria locadora. A suposta troca, segundo o empresário, configura uma tentativa de encobrir o desvio dos equipamentos originais.
O dono da empresa afirma ainda que, ao ser confrontada, Laís admitiu ter enviado os aparelhos de outro cliente com a intenção de “diluir o prejuízo da empresa”, declarando que não devolveria os equipamentos alugados.
Investigação Policial em Andamento
Procurada, a Polícia Civil da Bahia confirmou que a 16ª DT/Pituba está investigando o caso. Em nota enviada ao Alô Juca, a assessoria da corporação afirmou:
“A 16ª Delegacia Territorial (DT/Pituba) investiga um caso de apropriação indébita ocorrido no dia 20 de fevereiro. Segundo informações preliminares, uma mulher teria alugado equipamentos de uma empresa e não efetuou o pagamento. Oitivas e diligências são realizadas pela unidade policial para esclarecer as circunstâncias dos fatos”.
Até a data de hoje, 27 de setembro de 2025, o caso segue sem desfecho.
Outras Acusações Contra a Enfermeira
Além da denúncia envolvendo os equipamentos médicos, Laís estaria comercializando medicamentos, populares "emagrecedores", sem nenhum tipo documentação, utilizando redes sociais como plataforma de venda. Segundo a denúncia, há também anúncios da venda de iPhones 17, de origem desconhecida, supostamente realizados pela profissional.
A comercialização de medicamentos sem documentação e a venda de eletrônicos sem procedência configuram crimes contra a saúde pública e contra a ordem econômica, caso sejam confirmadas.
A equipe do Alô Juca tentou contato com Laís Pereira Santana e com a Prefeitura de Itaberaba, responsável pelo Hospital Municipal onde ela exerce cargo de coordenação. Até o momento, nenhuma das partes se manifestou sobre as acusações.
FONTE ALO JUCA
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