Decisão declarou que atividade artística de humor não serve como justificativa para prática de crimes
Foto: Reprodução
Em 2023, o próprio MPF acionou o artista na Justiça por conta do especial de comédia "Perturbador", publicado no YouTube. Na ocasião, o comediante faz piadas com escravidão, perseguição religiosa, minorias e a pessoas idosas e com deficiências.
O procurador regional da República Vinícius Fermino defendeu a condenação de Lins, mas apontou a necessidade de ajustes na dosimetria da pena e nas indenizações.
De acordo com o órgão, houve uma única ação criminosa, a publicação do vídeo, porém a juíza responsável pela sentença entendeu que Leo Lins cometeu vários crimes de preconceito porque fez piadas contra diferentes grupos. O MPF pediu também a redução da multa equivalente a pouco mais de R$1,4 milhão. O pronunciamento ainda será analisado pela Justiça Federal.

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