Nova resolução também prevê fim do monopólio das autoescolas e credenciamento de instrutores autônomos
Foto: Lia de Paula/Agência Senado
A proposta também acaba com o monopólio das autoescolas, permitindo que instrutores credenciados pelos Detrans ofereçam aulas de direção de forma independente. O governo argumenta que essa abertura de mercado e a redução da carga obrigatória devem diminuir o custo da CNH, que hoje pode chegar a R$ 3.200. Segundo a avaliação do Ministério dos Transportes, a exigência de apenas duas horas impedirá que as autoescolas mantenham preços próximos aos cobrados atualmente pelas 20 horas.
As mudanças não dependem de aprovação do Congresso, apenas da publicação da resolução pelo Contran. Além da redução de custos, o governo estima que a medida criará uma nova categoria profissional, a dos instrutores autônomos. O modelo atual da CNH é considerado um dos mais caros do mundo devido à carga obrigatória de aulas e à reserva de mercado. Dados oficiais apontam que cerca de 20 milhões de brasileiros dirigem sem habilitação, e que 54% dos motociclistas número que chega a 70% em alguns estados não possuem CNH.
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