Contrato entre Barci de Moraes e Banco Master durou de 2024 a 2025
Foto: Ricardo Stuckert/PR
O escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados, de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), divulgou nesta segunda-feira (9) uma nota detalhando a prestação de serviços jurídicos ao Banco Master, do banqueiro preso Daniel Vorcaro. Segundo o escritório, ele "nunca conduziu nenhuma causa para o Banco Master no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF)".
Estrutura da equipe e atuação contratual
O contrato entre o escritório e o banco durou de fevereiro de 2024 a novembro de 2025 e envolveu consultoria jurídica especializada. A equipe principal, composta por 15 advogados, coordenou ainda outros três escritórios contratados para apoio. Foram realizadas 94 reuniões de trabalho: 79 presenciais na sede do banco, 13 com a presidência e duas por videoconferência, focadas na análise de documentos, resolução de problemas jurídicos e desenvolvimento das soluções contratuais.
O escritório detalhou que prestou consultoria em compliance, governança, ética corporativa, políticas de relacionamento com órgãos públicos, licitações, transações com partes relacionadas e canais de denúncia. Também foram elaborados pareceres legais, revisados manuais e políticas internas, e realizados treinamentos internos para adequação do banco às normas da Corregedoria Geral da União e certificações de ética e governança.
Consultoria contenciosa e administrativa
Além da consultoria preventiva, foi informado que outra equipe atuou em inquéritos, ações penais, civis e administrativas relacionadas ao banco e seus dirigentes, oferecendo suporte estratégico, análise de riscos, elaboração de pareceres e acompanhamento de processos. A atuação foi restrita à consultoria e à assessoria, sem representar o banco no STF.
Liquidação do Banco Master e impactos
A liquidação extrajudicial do Banco Master ocorreu em novembro de 2025 pelo Banco Central, após tentativas de venda e negociação com investidores internacionais. A instituição operava sob risco de insolvência, com produtos financeiros de remuneração elevada, como CDBs, e enfrentava pressão por falta de transparência e questionamentos regulatórios. A Fictor Holding Financeira chegou a anunciar aquisição, mas a operação não foi concluída.
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