Preso nesta quarta-feira (4) em uma operação da Polícia Federal (PF), Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, possui um longo histórico de problemas com a Justiça. Figura já conhecida das autoridades em Minas Gerais, ele é investigado por diversos crimes ao longo dos anos, incluindo estelionato, furto qualificado, associação criminosa e crimes cibernéticos.
Segundo as investigações, Mourão seria responsável por invasões a sistemas de segurança e pela coleta de informações para planejar ataques contra adversários do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. De acordo com investigadores, ele recebia cerca de R$1 milhão por mês para prestar serviços considerados semelhantes aos de uma “milícia”.
Em Minas Gerais, Mourão também é conhecido pelo apelido de “Mexerica”. Ao longo dos anos, ele foi alvo de vários mandados de prisão e chegou a ser investigado pela Polícia Federal por estelionato.
Entre 2006 e 2009, foi indiciado por diferentes crimes previstos no Código Penal, como furto qualificado, falsificação de documentos, evasão de divisas e associação criminosa. Também aparece em investigações envolvendo participação conjunta em crimes e prática de delitos de forma continuada.
Fontes ligadas às investigações apontam ainda suspeitas de participação em esquemas de roubo de veículos para desmanche, golpes pela internet e clonagem de cartões de crédito.
Mesmo com o histórico criminal, Mourão continuava em liberdade. Em 2020, chegou a ser alvo de um mandado de prisão temporária em um processo que tramitava na 3ª Vara Criminal da Comarca de Contagem (MG), relacionado a crimes contra a ordem tributária.
Apesar das investigações, ele levava uma vida de luxo em Belo Horizonte. Segundo investigadores, costumava circular por bairros nobres da capital mineira exibindo bens de alto valor, incluindo uma Ferrari.
Na internet, porém, há poucos registros sobre ele. Em dados da Receita Federal, Mourão aparece como sócio de duas empresas com o nome “King”: uma locadora de veículos e uma imobiliária.
Conversa sobre ataque a jornalista
Durante a investigação, a Polícia Federal encontrou mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro nas quais ele teria discutido com Mourão a possibilidade de intimidar o jornalista Lauro Jardim, colunista do jornal O Globo.
Em um dos diálogos analisados, Vorcaro teria sugerido colocar pessoas para seguir o jornalista e obter informações sobre ele.
Para o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a prisão dos investigados, o objetivo seria intimidar e tentar silenciar vozes da imprensa que publicassem opiniões contrárias aos interesses do banqueiro.
Em nota oficial, o jornal O Globo repudiou qualquer tipo de ameaça ou plano de violência contra o jornalista. Confira: FONTE ALO JUCA
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