Episódio teria acontecido após funcionária ver nome do magistrado no cartão de embarqu
Foto: Victor Piemonte/STF
Dino, por meio de suas redes sociais, afirmou que decidiu compartilhar a situação por considerá-la de interesse coletivo. Em forma de apelo, ele disse que as empresas precisam iniciar campanhas internas de educação cívica para que "todos possam conviver em paz".
"Como não a conheço, nem ela me conhece, é claro que tais manifestações derivam de minha atuação no STF", escreveu o ministro.
Ainda em sua declaração, o ministro considerou que as manifestações de ódio podem ficar ainda mais intensas e comuns durante o período eleitoral, o que pode acarretar riscos para a segurança de diversas pessoas. "Imaginemos que outros funcionários, da mesma ou outra empresa aérea, sejam contaminados com idêntico ódio. Isso pode significar até riscos para segurança de aeroportos e de voos e, por conseguinte, de outros passageiros. Imaginemos se isso se alastra para outros segmentos de negócios: um cliente corre o risco de, por exemplo, ser envenenado?", continuou o magistrado.
"Cada um tem sua opinião, suas simpatias e o seu voto individual. Mas um cidadão não pode ter receio de sofrer uma agressão de um funcionário de uma empresa, ao consumir um serviço ou produto. Pode ter sido um 'caso isolado'. Porém, com o andar do calendário eleitoral, pode não ser", completou Flávio Dino.
Nenhum comentário:
Postar um comentário