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quinta-feira, 7 de maio de 2026

Nos Estados Unidos, Lula afirma acreditar que Trump não terá influência nas eleições; confira os principais pontos do discurso

 O presidente reafirmou sua boa relação com Trump, além de discutir com ele sobre terras raras e a guerra entre EUA e Irã


Foto: Reprodução/ Canal Gov

Por: Vitor Bahia no dia 07 de maio de 2026 

Atualizado: no dia 07 de maio de 2026 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em coletiva realizada na embaixada brasileira em Washington, nesta quinta-feira (7), afirmou ter razões para acreditar que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, gosta do Brasil, após reunião entre os dois governantes. Lula, quando perguntado sobre o apoio de Trump aos seus opositores, ressaltou a boa relação que tem com o presidente americano, além de acreditar que o mesmo não terá qualquer influência nas eleições presidenciais de 2026, no Brasil.

"Eu penso que a nossa relação com Trump é uma relação sincera. Desde o primeiro encontro que nós tivemos de 29 segundos em Nova Iorque, em uma Assembléia Geral da ONU, até os telefonemas que fizemos, até o encontro da Malásia, e até esse encontro de hoje, eu acho que evoluiu muito. Eu tenho razões para acreditar que o Trump gosta do Brasil", disse o presidente do Brasil.

Lula se posicionou contra a qualquer interferência nas eleições de outros países. O governante deixou claro que a responsabilidade é do povo brasileiro, a partir do voto, bem como a do povo americano, com seu país. "Eu acho que não é uma boa política um presidente um país ficar interferindo nas eleições de outros países. É um princípio básico para que a gente não permita a ocupação cultural, política e à soberania de outro país", completou.

Apesar de acreditar que se tornaria pauta, Lula disse que o pix não foi discutido entre os presidentes. Facções criminosas e terrorismo também não foram temas presentes na reunião. 

Guerra entre EUA e Irã

Um dos assuntos tratados entre os dois presidentes foi a invasão do Irã. Lula disse que a invasão do Irã vai causar mais prejuízos do que o estadista americano imagina. "Trump não vai mudar o jeito de ele ser por causa de uma reunião que durou três horas comigo, o que eu fiz questão de dizer pra ele é o que eu penso das coisas que eu acho que podem ser feitas. Eu acredito muito mais no diálogo do que na guerra".

"Ele acha que a guerra já acabou, não é o real, mas ele acha. Ele acha que na Venezuela tá tudo resolvido, eu espero que esteja, porque eu lido com a Venezuela desde 2002. Eu disse para ele que eu tenho para ele que tenho interesse em qualquer assunto que ele precisar discutir. Se quiser discutir comigo sobre Cuba, sobre Venezuela, sobre Irã, eu estou disposto a discutir, pois pra mim é mais simples, eu não tenho vocação belicista", explicou.

Exploração das terras raras

As terras raras também foram pauta na reunião. O governante brasileiro disse à Trump que não tem veto a nenhum país que queira participar da exploração com o Brasil, no entanto, ele não deseja que o Brasil seja mero exportador. "O Brasil tem a obrigação de ter uma regulamentação em que seja soberano, tem a obrigação de compartilhar com quem queira participar conosco, seja os Estados Unidos, China, Alemanha, França, Índia, qualquer um que quiser, o Brasil estará aberto a construir parcerias. O que nós não queremos é ser meros exportadores".

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