Investigação aponta prejuízo de R$ 400 milhões e envolve auditor fiscal da Sefaz-BA
Foto: Leo Moreira/GOVBA
Uma operação do Ministério Público da Bahia (MPBA), em parceria com a Secretaria da Fazenda da Bahia (Sefaz-BA) e a Polícia Civil, desarticulou nesta quinta-feira (21) um esquema de corrupção, sonegação fiscal e adulteração de combustíveis que teria causado prejuízo estimado em R$ 400 milhões aos cofres públicos.
Batizada de Operação Khalas, a ação resultou na prisão de três pessoas, entre elas um auditor fiscal da Sefaz-BA. Segundo as investigações, o grupo utilizava pagamento de propina a servidores públicos estaduais e municipais para obter proteção e facilitar atividades ilegais ligadas ao setor de combustíveis.
As apurações apontam que a organização criminosa ocultava a importação de insumos químicos, como solventes e nafta, desviando os produtos para unidades clandestinas conhecidas como “batedeiras”, onde combustíveis eram adulterados antes de serem distribuídos irregularmente no mercado.
De acordo com o superintendente de Administração Tributária da Sefaz-BA, José Luiz Souza, a operação é um desdobramento da Operação Primus, realizada anteriormente para investigar fraudes semelhantes e possíveis conexões com o crime organizado.
Segundo o promotor de Justiça Cláudio Jenner, além da adulteração dos combustíveis, o esquema gerava ampliação artificial do volume comercializado, provocando grande evasão tributária.
As investigações revelaram que, entre 2023 e o fim de 2025, cerca de 111 milhões de litros de combustíveis foram desviados para as unidades clandestinas de mistura.
O delegado Fábio Lordello afirmou que a organização atuava como uma estrutura empresarial, com logística própria para aquisição de produtos químicos, adulteração e distribuição do combustível fraudado.
Além das prisões, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão em Salvador, Feira de Santana, Camaçari e Candeias. Dois servidores municipais de Candeias também foram afastados das funções.
A operação foi coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (Gaesf), com apoio do Draco, da Inspetoria Fazendária de Investigação e Pesquisa e da Companhia Independente de Polícia Fazendária (Cipfaz).
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