Em entrevista ao programa Alô Juca desta quinta-feira (16), o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PCBA), André Viana, deu detalhes sobre a Operação Fronteira Final, que integra um conjunto de seis grandes ações deflagradas simultaneamente para reforçar a segurança em todo o estado.
O foco principal da operação foi desarticular a cúpula de uma organização criminosa que atua em Salvador e na Região Metropolitana, resultando na prisão de dois líderes. Os suspeitos foram localizados na capital baiana e no município de São Bernardo do Campo, em São Paulo. A ofensiva também cumpriu mandados de busca e apreensão em diversos estados, incluindo Rio de Janeiro e Santa Catarina.
As investigações apontam que os alvos são suspeitos de crimes como tráfico de drogas, homicídios, roubos a instituições financeiras e extorsão mediante sequestro. De acordo com o delegado, os criminosos gerenciavam as atividades ilícitas à distância, enviando ordens para ataques contra facções rivais em bairros de Salvador, com destaque para a região do Jardim Santo Inácio, na tentativa de manter o controle territorial do tráfico.
Além das prisões, a Polícia Civil aposta na asfixia financeira das organizações criminosas, estratégia reforçada pela Operação Ludus, que obteve o bloqueio judicial de R$ 11 milhões em contas ligadas à lavagem de dinheiro no norte da Bahia. "Esse é o norte das operações: buscar tirar o dinheiro que vem nutrindo as ações criminosas", afirmou André Viana.
A Operação Fronteira Final foi coordenada pelo Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (DENARC) e contou com o apoio das polícias civis de outros estados. André Viana ressaltou que o combate ao tráfico de drogas é prioridade por estar diretamente relacionado a outros crimes, como o tráfico de armas e os homicídios. O material apreendido durante as buscas será periciado para auxiliar na identificação de outros integrantes da organização criminosa.
FONTE ALO JUCA
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