As idosas estão sob os cuidados da rede municipal de assistência social enquanto os órgãos responsáveis tentam localizar seus familiares. Até o momento, apenas a família de uma das residentes foi encontrada. As demais seguem sem contato com parentes, o que dificulta o processo de reintegração familiar.
Outras duas idosas, que apresentavam quadro de saúde mais delicado durante a operação, foram encaminhadas para atendimento médico e não seguiram para a unidade de acolhimento junto com as demais.
A interdição do abrigo ocorreu na segunda-feira (13), durante uma ação conjunta do Ministério Público da Bahia (MPBA), Vigilância Sanitária, Polícia Civil, Samu e secretarias municipais. No local, as equipes encontraram um cenário de abandono, com acúmulo de sujeira, infestação de baratas, problemas estruturais, falta de higiene e outras condições consideradas inadequadas para o acolhimento de pessoas idosas.
Segundo o MPBA, as irregularidades já vinham sendo acompanhadas desde 2024. Mesmo após diversas notificações e orientações para adequação, a instituição não realizou as melhorias exigidas. O abrigo já havia sido interditado em novembro de 2025, mas continuou funcionando de forma irregular.
Durante a operação, a responsável pela instituição, Roseli Santos, de 35 anos, foi presa em flagrante pelo crime de expor a perigo a integridade e a saúde física ou psíquica de pessoas idosas.
Agora, além de garantir a assistência às residentes, os órgãos públicos trabalham para localizar familiares e definir um acolhimento definitivo para cada uma delas. Enquanto isso, as seis idosas seguem recebendo acompanhamento da Prefeitura de Salvador, e as outras duas permanecem sob cuidados médicos.
FONTE ALO JUCA
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