Marcelo Bessa saiu da equipe responsável pelo caso da trama golpista após a desistência de um pedido para suspender a pena de 27 anos e três meses de prisão do ex-presidente
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
O advogado Marcelo Bessa, do escritório Ávila de Bessa, deixou nesta quinta-feira (24) a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo da trama golpista que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF). A saída ocorreu após divergências entre os integrantes da equipe jurídica sobre a estratégia adotada no caso, segundo apuração da Folha de S. Paulo.
Pouco antes, os advogados de Bolsonaro haviam desistido de um pedido para suspender a execução da pena de 27 anos e três meses de prisão, imposta ao ex-presidente por tentativa de golpe de Estado. O requerimento foi apresentado no âmbito de uma revisão criminal, mas retirado menos de três horas depois.
Em nota, a defesa informou que o caso ficará sob responsabilidade exclusiva dos advogados que atuaram na ação penal. A equipe justificou a desistência do pedido como uma reavaliação da estratégia jurídica.
"Trata-se de uma reavaliação da estratégia da defesa. A partir deste momento, a condução do caso ficará integralmente a cargo dos advogados que atuaram na defesa durante a ação penal. Por essa razão, entendeu-se mais adequado desistir do pedido de liminar, para que os colegas possam avaliar as medidas que pretendem adotar. O escritório Ávila de Bessa não atuará mais no caso", diz o comunicado.
Advogado do PL, Bessa já integrou as equipes jurídicas de Bolsonaro e do presidente da sigla, Valdemar Costa Neto. Ele também atuou na assessoria jurídica da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente e candidato à Presidência.
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