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sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Após favorecer Flávio Bolsonaro, Meta diz que houve falha técnica e nega interferência política

 Empresa atribui bloqueios e falhas na ferramenta de inteligência artificial a problemas técnicos e afirma que aplica as mesmas regras às duas campanhas


Foto: Reprodução/Freepik

Por: Gabriel Jones no dia 16 de outubro de 2026 às 18:40

Atualizado: no dia 16 de outubro de 2026 às 18:40

A empresa Meta, responsável pelo Whatsapp, Instagram e Facebook, soltou uma nota nesta sexta-feira (16) em que nega interferência política nas eleições após série de “enganos”. A gigante da tecnologia informou que “não toma partido nessa nem em nenhuma outra eleição” após ser questionada pelo Supremo Tribunal Eleitoral (STE) de estar cometendo uma "seletividade algorítmica" e "restrição" de alcance de postagens do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), algo que a Meta alegou se tratar de “incidentes técnicos.”

Na publicação, que busca afastar a empresa de acusações sobre possível favorecimento da campanha do senador, a companhia americana afirmou que a classificação e distribuição dos conteúdos não é feita com critérios ideológicos. Tanto a desativação da conta de campanha de Lula, no dia 23 de setembro, quanto a possibilidade do uso de Meta AI para produção de imagens de Flávio feitas por inteligência artificial foram classificados como “enganos” e “lacunas na proteção”.

Na reta final da corrida presidencial de 2026, crescem os questionamentos sobre a possível atuação da Meta na política brasileira. No início de outubro, a campanha de Lula calculou que 1,3 milhões de pessoas deixaram de receber anúncios após impedimento de pagar para ampliar a distribuição de publicações já disponíveis no feed do Instagram. A empresa relacionou o ocorrido a erro em escala global na contabilização de reproduções e novas reproduções dos Reels do Instagram, que durou cerca de cinco horas, no dia 7 de outubro. A restrição na campanha petista, entretanto durou quase 24 horas e ocorreu dois dias depois.

As reclamações e movimentações digitais não passaram despercebidas pelo TSE. Na quinta-feira (15), o ministro Marco Aurélio Bellizze determinou que a Meta não interfira na distribuição de conteúdos políticos de nenhum dos candidatos até o fim do segundo turno. Em caso de descumprimento, a pena de multa diária é de R$500 mil.

Confira um trecho da nota:

"Hoje, compartilhamos informações sobre incidentes técnicos recentes que afetaram campanhas de diferentes posições do espectro político nas eleições brasileiras de 2026. A Meta não toma partido nessa nem em nenhuma outra eleição, e são falsas e infundadas as alegações de que estamos favorecendo ou interferindo em nome de qualquer candidato ou grupo político. Nossos sistemas não classificam nem distribuem conteúdo com base em ideologia política, e nossas regras e sua aplicação valem igualmente para todos".


FONTE METRO 1

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