O Brazilian International Beer Awards (BBA), concurso internacional de cerveja que integra a programação do Bahia Beer Festival, realizado pela Secretaria de Estado do Turismo (Setur-BA) em parceria com a Prefeitura de Alagoinhas, anunciou na noite da quinta-feira (5) as cervejas e cervejarias vencedoras da edição 2026.
O pódio atravessa continentes. Brasil, Austrália, Japão, Polônia e África do Sul dividiram os primeiros lugares entre o concurso principal e o International Alcohol-Free Beer Awards (BBA Zero), novidade deste ano.
Segundo a Sol Eventos, empresa organizadora, os concursos receberam amostras de cerveja de mais de 30 países e contaram com um corpo de jurados de 26 nacionalidades – número 44,4% superior ao de 2025. Os resultados consolidam o BBA como uma das maiores competições cervejeiras internacionais da América Latina.
Em sua terceira edição, o BBA 2026 ganhou um capítulo à parte. A cerveja brasileira “O Pinguim que Não Sabia Nadar”, da Big Jack, cervejaria de Santa Catarina, alcançou nota máxima, feito inédito na história do concurso.
O BBA Zero, dedicado exclusivamente a cervejas sem álcool, também teve presença internacional no pódio, mas coroou outra cerveja catarinense, a Birra Volpi Catharina Pêssego e Morango. Confira o pódio:
BBA
Melhores cervejas
1ª – O Pinguim que Não Sabia Nadar – Big Jack Cervejaria – Brasil
2ª – King Road IPA – King Road Brewing – Austrália
3ª – Hakujukou – Craft Beer Base – Japão
Melhores cervejarias
1ª – Big Jack – Brasil
2ª – Cervejaria Imigração 1824 – Brasil
3ª – Cervejaria Turatti – Brasil
BBA ZERO
Melhores cervejas
1ª – Birra Volpi Catharina Pêssego e Morango – Birra Volpi – Brasil
2ª – Miłosław and Makłowicz ArcyBezalko – Browar Fortuna – Polônia
3ª – Cape Fox Lager – Darling Brew – África do Sul
Melhores cervejarias
1ª – Browar Fortuna – Polônia
2ª – Sim! Cerveja Sem Álcool – Brasil
3ª – Buckel Cervejaria – Brasil
Como o júri chega ao resultado
Todo o julgamento do BBA é feito às cegas. As amostras chegam codificadas, sem qualquer identificação de marca ou país, para que nenhum jurado saiba de onde vem a cerveja que está provando.
Os avaliadores atribuem notas individuais que depois são confrontadas em consenso coletivo. São analisadas características como aparência, aroma, sabor, corpo, equilíbrio e fidelidade ao estilo declarado – este último critério é o que impede que uma boa cerveja seja premiada apenas por agradar, e não por representar bem a categoria em que foi inscrita.
A premiação ocorre por faixas de pontuação, e não por comparação direta entre as inscritas. Uma cerveja pode ser medalhada sem que outra seja “derrotada”. No BBA Zero, a mesma lógica é aplicada com uma régua própria, adaptada aos desafios técnicos das cervejas sem álcool, caso da construção de corpo e da ausência de álcool como vetor de sabor.
















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